segunda-feira, 25 de julho de 2011

Six Feet Under

     Não vou falar muito sobre os personagens e história da série, porque isso já deve ter em vários outros lugares, como na tia wikipédia, no IMDb, na loja online da Submarino, etc... Vou falar sobre como eu lido com as emoções que a série produz em mim.
     Acho que Six Feet Under é mais conturbada que Skins. Primeiro porque sempre achei que Skins só quis causar. Além do que, Six Feet Under é uma produção madura, com núcleos que se desenvolvem paulatinamente, de histórias palpáveis, em que você torce pra que tudo dê certo, porque de algum modo, você queria que aquela típicas situações inexplicáveis de tensão que surgem em sua vida também terminassem duma maneira agradável.
     Duma maneira geral, assim como Gilmore, ela não tem um vilão específico, a não ser que você considere a vida como vilã, assim como eu. Detalhe, estou na metade da série, ou seja, metade da terceira temporada. O que me impressiona muito, e talvez até mais que em minha top Gilmore, é a sutileza da série. Quando nos damos por nós mesmos, o circo já está armado, o drama lapidado e você não faz ideia de quando ou como aquilo aconteceu. Penso que na vida acontece o mesmo, são pequenas atitudes, ínfimas, que em seu conjunto acabam por nos lascar. A série é irreverente, fala e mostra o que pensa. Uma frase que gosto muito, duma personagem chamada Claire, minha segunda favorita, é a seguinte: "Não é porque eu não passo fome e não sou uma órfã que não posso reclamar que minha vida é uma merda." Foi quase isso que ela disse uma vez.
     Não sei porque fui pegar uma série tão difícil de comentar logo no segundo post. Mas se eu puder descrever a série em duas palavras (e por que não?), estas seriam "desespero" e "sutileza". Parabéns, Alan Ball.

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