Há alguns momentos que sinto um clic interno, como uma câmera fotográfica, e logo após sinto o filme se ajustando, internamente também. Isto acontece quando presencio algum momento perfeito (clic) e logo após me dou conta disso (ajustamento). E a causa desses momentos são pessoas, paisagens, filmes e lembranças. Na ordem mais frequente: paisagens, lembranças, filmes, pessoas. Na ordem que gosto: pessoas, lembranças, filmes, paisagens. Um filme que me despertou boas lembranças, teve um clima nublado e chuvoso, além de quase perfeitamente aludir a determinadas pessoas foi O Castelo Animado (How's Moving Castle), de Hayao Miyazaki. Lembro que entrei em pani quando vi o trailer. Tive esperanças de que seria um bom filme. Mas a realidade se mostrou diferente. Desde o início até a última cena, foi como se alguém retirasse todas as proteções que uso emocionalmente contra a vida e me disesse: agora relaxe. E que a cada cena, a cada detalhe, sob a mais emocionante trilha de toda minha vida, estivessem planejados melindrosamente a fim de aflorar as mais intrínsecas e bem guardadas emoções, das quais, muitas eu tinha o pleno desconhecimento.E como as lembranças são um dos agentes dos clics, toda vez que relembro da primeira ou da segunda, ou seja qual vez que vi o filme, consigo fisgar um pouquinho da sensação que senti nesses dias.
O filme, como todo tipo de filme que vai pra minha calçada da fama (oi, nada a ver), fala de duas pessoas desajustadas na vida que se encontram, e usam disso pra se aproximar. E como sempre falo, o que aproxima são as dificuldades. Como o modo de retratar o tema foi perfeitamente plenejado, taí, eu o considero o melhor filme já feito.
Outro detalhe, eu não consigo entender esse filme. Mesmo depois de tê-lo visto dezenas de vezes.
PS: Os 4 itens serão debatidos posteriormente em posts com o mesmo nome, a saber, Quarteto Fantástico: Howl's Moving Castle/ DCK3/Cloudy Days

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