quarta-feira, 27 de julho de 2011

Post Duplo: Sobre ser humano/ Cometas e estrelas.

     Eu não gosto de ser humano. Eu não gosto do ser humano. Eu não gosto de ser humano, preferiria muito mais ser uma planta. Eu não gosto do ser humano, esses indivíduos desprezíveis. Viu como um artigo muda tudo? Eu fiquei pasmo com isso desde a explicação da minha professora com as duas frases "Vi uma pessoa hoje" e "Vi a pessoa hoje." Só queria dizer, que sem artigo ou com artigo, a mesma frase faz todo sentido pra mim. Não gosto de ser um ser humano e não gosto de seres humanos.
     Falando de professora, uma das mais sensacionais que já tive, a de biologia deste ano, levou uma espécie de poema pra fazer média com a sala no início do ano letivo presente. Era um poema sobre pessoas que são fixas, têm presença constante em nossa vida, e sobre pessoas que apenas passam por nossa vida. Eu, particularmente, tenho muito mais cometas (pessoas que apenas passam por minha vida, avá) do que estrelas. Talvez seja por inveja, talvez não, mas acho isso uma coisa legal. Primeiro que estou mais que acostumado com pessoas indo e vindo, como uma estação rodoviária. Dói sempre, mas cada vez menos. Talvez algum dia eu seja insensível a tais vindas, se é que já não estou. O fato é que a vida está em constantes mudanças, e quanto mais você se adaptar a elas, melhor. E sempre achei a efemeridade das estrelas cadentes muito mais charmosas que as fixas. Além do que, a luz que recebemos das fixas, são de estrelas que talvez nem mais lá estejam. Apenas fingem estar lá.

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