Não. Não vim aqui, neste específico post, falar das pessoas que me acham estranho. Se você quiser saber o que elas acham de mim, pergunte-as. Terá um objeto de estudo mais estranho do que se a pergunta fosse dirigida a mim. Sim, acabei de chamá-las de estranhas também. Lei do Talião. O vocativo do título, não sou eu; o locutor da frase, não é alguém que eu conheço e que me chama de estranho. O vocativo é a amizade, e o locutor sou eu. Realmente não entendo esse lance de amizade. First at all, não acredito nem nela e nem no amor. Desculpem-me, mas não. Acho lindo os livros, filmes ou qualquer trabalho a respeito. Mas por mim, elas nunca saíram de lá. Também não me convenço de que as pessoas possuam amigos. Não as que conheço. Primeiro porque as vejo reclamando de solidão, logo, quando as vejo sorrindo em fotos ou qualquer outra coisa, imagino que elas, em seus conturbados íntimos, se esforcem e tentem convencê-las de que estão felizes. E quando a "farra" acaba, a realidade vem à tona. Ou não, caso estejam bêbadas. Das experiências que tive, todas, sem exceção, tiveram o começo rápido e intenso. Talvez seja meu estilo nada comum que leve tudo pro ralo, talvez não. Sei que do mesmo modo repentino que começaram, foram da mesma maneira embora. Sumindo aos poucos, embora rapidamente, no final do horizonte. Depois que li A Cidade do Sol, de Khalled Housseine, fiquei em choque, deitado na mesma posição em que estava, com o livro fechado ao lado. O frenesi que me atacou na última página persistiu em nocautear-me durante um bom tempo. Talvez eu fosse pequeno demais e não conhecesse nada da vida, e tudo me espantasse. Mas pelo que me lembro, aquela ocasião foi a primeira e a última. Naquela época eu ainda acreditava. Hoje já não mais. Então vejo a vida como um filme mediano, "pra distrair durante uma hora e meia", que não quero mais ver, mas me esforço a ver por peso de consciência de pagar por algo que rejeitei ver.
Foto do fiasco do filme "baseado" em O Caçador de Pipas (The Kite Runner). Uma merda esse filme. Não vejam. Não cheguem próximos.
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