sexta-feira, 29 de julho de 2011

Megapost

Aqui, agora, eu vou falar sobre a maioria das coisas que me irritam. Uma espécie de desabafo. A começar sobre o próprio desabafo. Por que raios precisamos desabafar? Não poderíamos, sei lá, apenas ficar com nossos problemas pra nós mesmos? Falar deles, extrair lágrimas deles no ombro de alguém não vai ajudar. Não na realidade. Comigo não ajuda nem psicologicamente, quanto mais na realidade. Já que estou neste assunto. Por que precisamos de amigos? Isso é tão difícil, tão mesquinho, tudo é tão egocêntrico. Acho que a gente não foi feito pra ter relações com as pessoas. Não nós como somos hoje em dia, tão egoístas, tão dados a tratar o outro mal, e o contrário acontecendo apenas se envolver algum interesse nosso. Qual a dificuldade de fazer o bem em si só, sem ser por interesse. Qual a dificuldade de gostar de alguém pelo que ela é, e não simplesmente pela beleza, fama, dinheiro ou qualquer outro parâmetro idiota que levam em conta? 
A razão de sermos frios o tempo todo, quando mais cedo ou mais tarde essa frieza se voltará contra nós produzindo um momentoso e histórico pânico?
Na maioria das vezes, quando não muito sempre, minhas ideias encontram-se de tal modo conturbadas que se convulsionam. E é o que acaba de acontecer. O post não fez jus ao nome.
Diante de tanta barbárie, não sei por que as pessoas ficam desesperadas pra se manterem vivas quando estão morrendo. 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

I've tried enough

Pois é, quem nunca disse essa frase? Cansados de todos e de tudo, essa frase sai num fraco suspiro, um leve hálito quente que se contrasta com o ar do ambiente num dia gélido. Cabeças baixas, olhar mortificado, damos meia volta, e tentamos ir para um lugar de descanso e de paz. Mas a única atitude que tomamos é ir para um caminho diferente, o qual irá nos esgotar assim como fez o anterior. E mais uma vez, iremos soltar a famosa frase "Já tentei demais"... Já tentei demais fazer com que tudo desse certo. Já tentei demais fazer com que gostassem de mim. Já tentei demais tentar agradar a várias pessoas diferentes. Já tentei demais ignorar o quanto não me encaixo neste ou em qualquer outro estilo de vida existente. Apenas me pergunto, qual será a frase que usarei pra quando eu tiver cansado de tentar me sair bem em todas direções. Já vivi demais?

Nada contra, mas...

Eu dou muita atenção a coisas muito pequenas e até certo ponto sem importância. Em razão, acabo atrapalhando a minha própria vida às vezes. Não que eu realmente atrapalhasse, mas que eu a tornasse um pouco mais pungente e desgastante do que já é. Um exemplo é quando eu vou no mercado e o valor da compra sai picado. Suponhamos que desse  R$4,42. Daí, a moça do caixa deveria arredondar o dinheiro e me dar 60 centavos de troco, caso eu desse uma nota de cinco. Mas não. Ela não faz isso. Ela não tem base. Ela aproxima do R$4,45 e me volta 55 centavos. Isso me irrita demais. Mas eu nem falo nada. E não digo alguém em específico. A maioria das pessoas o faz. Aí eu pergunto, cadê a escolaridade ou as moedas de 1 centavo?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Desculpa mas é a verdade...

Sabe quando você vai em alguma loja, ou em algum lugar que venda comida, sei lá. Algum lugar que você precisa adquirir algo. E em tal lugar há apenas tralha, e você, com sua essência capitalista, procura algo que possa comprar. Mas não acha. Então sai frustrado e sem nada da loja, ou compra algo e sai frustrado do mesmo jeito. Eu comparo à minha busca incessante de pessoas legais a essa loja. Ainda não sai de lá. Talvez eu nunca saia.
    "Moça, quando é que chegam mercadorias novas?"

Post Duplo: Sobre ser humano/ Cometas e estrelas.

     Eu não gosto de ser humano. Eu não gosto do ser humano. Eu não gosto de ser humano, preferiria muito mais ser uma planta. Eu não gosto do ser humano, esses indivíduos desprezíveis. Viu como um artigo muda tudo? Eu fiquei pasmo com isso desde a explicação da minha professora com as duas frases "Vi uma pessoa hoje" e "Vi a pessoa hoje." Só queria dizer, que sem artigo ou com artigo, a mesma frase faz todo sentido pra mim. Não gosto de ser um ser humano e não gosto de seres humanos.
     Falando de professora, uma das mais sensacionais que já tive, a de biologia deste ano, levou uma espécie de poema pra fazer média com a sala no início do ano letivo presente. Era um poema sobre pessoas que são fixas, têm presença constante em nossa vida, e sobre pessoas que apenas passam por nossa vida. Eu, particularmente, tenho muito mais cometas (pessoas que apenas passam por minha vida, avá) do que estrelas. Talvez seja por inveja, talvez não, mas acho isso uma coisa legal. Primeiro que estou mais que acostumado com pessoas indo e vindo, como uma estação rodoviária. Dói sempre, mas cada vez menos. Talvez algum dia eu seja insensível a tais vindas, se é que já não estou. O fato é que a vida está em constantes mudanças, e quanto mais você se adaptar a elas, melhor. E sempre achei a efemeridade das estrelas cadentes muito mais charmosas que as fixas. Além do que, a luz que recebemos das fixas, são de estrelas que talvez nem mais lá estejam. Apenas fingem estar lá.

Considerações sobre meu lado assassino.

Creio que, como todo mundo, a vida seria muito melhor se em apenas um aspecto desta, fosse parecida com o Big Brother Brasil: em que você pode votar nas pessoas para saírem ou , raramente, ficarem. Inexorável é a verdade que é mais fácil tirar uma pessoa de nossa vida do que colocar e fazer com que outras nesta permaneçam. É o contrário da gordura, que ganhamos e armazenamos fácil, mas dificilmente é eliminada. Bom, depois dessa, se alguém perguntar a semelhança da vida com o Big Brother, ou da diferença da vida com a gordura, vocês possam responder. =] Na verdade eu ia começar a falar de faca neste post, mas achei melhor não.

A primeira letra do Alfabeto...

A primeira letra do alfabeto, como também, a primeira letra de meu nome, é comumente associada à maioria das pessoas com mais ou com cinco anos, à letra "A". Esta peculiar letra quando escrita repetidamente uma após a outra, em letras maiúsculas, geralmente encontradas na fonte Times New Roman, indica uma efusividade de emoções no cérebro --e não no coração-- das pessoas. Elas [AAAAAAAAAAA], em seu conjunto, podem significar: "Bater o dedo mindinho na quina do sofá, usando chinelo de dedo dói muito", ou "Que saudades eu estava de abraçar você!", ou até mesmo letras em músicas de gosto duvidoso "Esse amor é bom demais". Mas os A's mais complicados de se explicar são aqueles que não são emitidos em voz alta, ou que são incapazes de serem descritos em livros. Tais A's são oriundos duma dor muito profunda e que não deve ser mencionada. E quando as letras começam a surgir nas profundezas obscuras do meu ser, um aviso imediado de meu cérebro ordena que a boca se feche, impedido a materialização dos A's em forma de grito. Fato este, de o grito não ser concretizado, não demonstra que os A's não existiram, ou ainda existam. Concluo que o alfabeto deveria começar na letra B.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Eu quero, comofas?


Eu sempre quis comprar coisas. E quando as compro me sinto vazio. Comprar um livro e ler um livro são prazeres totalmente diferentes. O mesmo vale pra alugar filmes e ver filmes. Se você alugar Never Say Never, ou alugar Big Fish, vai dar na mesma. Você assistir Big Fish, ou assistir Never Say Never, já são outros quinhentos. O mesmo vale com livros; embora os dois livros que eu quero comprar pertençam ao segundo grupo, o do Big Fish. Já comecei a ler o início de ambos. Um eu aprofundei mais na história. O outro, como tem filme, nem fiquei tão curioso, embora queira ardentemente o livro. A História Sem Fim, pode ter um início clichê, mas é singularmente tocante. Repração, do Ian McEwan eu só li um parágrafo. *Dei uma pausa aqui e fui me inscrever no PASUSP* bom, é isso, alguém me de algum destes livros, de preferência ambos. 

Essa abertura me traz tão boas lembranças

     Quando eu fico mal, tipo hoje, eu tento pensar em coisas boas. Geralmente eu não consigo. Mas me deparei com uma abertura linda. Da série Everwood. Me lembro de quando tocava essa abertura nas tardes de sábado do SBT, logo após eu ter visto um magnífico episódio de Birds of Prey. Enjoy:

segunda-feira, 25 de julho de 2011

The Darjeeling Limited

Estava eu deitado no sofá, com a luz apagada, debaixo das cobertas, vendo um filme que passava num dos canais entre o 80 e o 90. O nome do filme era o mesmo do título. Vi fácil fácil que era do Wes Anderson. Amo os filmes dele. Tenho medo, mas amo. E tava um momento tão perfeito, tipo aquele que eu descrevi até agora pouco. Até que entrou o comercial e fui tirar a água do joelho. Depois de lavar as mãos, fiquei me observando no espelho, e desejando que algo mais acontecesse em minha vida, e que não apenas eu vivesse de filmes. Ouvi a TV, o comercial ainda durava, e então eu poderia meditar mais na vida até que voltasse pra sala e fosse morrer vendo o filme. O pior é que achei que fosse morrer realmente, porque minha cabeça começou a me passar uma sensação de que ia explodir, e minha visão escureceu. Gritei minha mãe. Minha visão só só regredindo, vi tudo em slow motion e comecei a não sentir mais nada. Depois que melhorei, não quis voltar a ver o filme. Não queria me sujeitar mais à morte. BTW, ótimo filme.

Eu quase morri agora pouco

Fiquei cego, minha cabeça doeu muito, e senti que ela ia explodir. See you in another life, brotha.

Quarteto Fantástico: Howl's Moving Castle/ Donkey Kong Country 3/ Cloudy Days

Há alguns momentos que sinto um clic interno, como uma câmera fotográfica, e logo após sinto o filme se ajustando, internamente também. Isto acontece quando presencio algum momento perfeito (clic) e logo após me dou conta disso (ajustamento). E a causa desses momentos são pessoas, paisagens, filmes e lembranças. Na ordem mais frequente: paisagens, lembranças, filmes, pessoas. Na ordem que gosto: pessoas, lembranças, filmes, paisagens. Um filme que me despertou boas lembranças, teve um clima nublado e chuvoso, além de quase perfeitamente aludir a determinadas pessoas foi O Castelo Animado (How's Moving Castle), de Hayao Miyazaki. Lembro que entrei em pani quando vi o trailer. Tive esperanças de que seria um bom filme. Mas a realidade se mostrou diferente. Desde o início até a última cena, foi como se alguém retirasse todas as proteções que uso emocionalmente contra a vida e me disesse: agora relaxe. E que a cada cena, a cada detalhe, sob a mais emocionante trilha de toda minha vida, estivessem planejados melindrosamente a fim de aflorar as mais intrínsecas e bem guardadas emoções, das quais, muitas eu tinha o pleno desconhecimento.E como as lembranças são um dos agentes dos clics, toda vez que relembro da primeira ou da segunda, ou seja qual vez que vi o filme, consigo fisgar um pouquinho da sensação que senti nesses dias.
     O filme, como todo tipo de filme que vai pra minha calçada da fama (oi, nada a ver), fala de duas pessoas desajustadas na vida que se encontram, e usam disso pra se aproximar. E como sempre falo, o que aproxima são as dificuldades. Como o modo de retratar o tema foi perfeitamente plenejado, taí, eu o considero o melhor filme já feito.
     Outro detalhe, eu não consigo entender esse filme. Mesmo depois de tê-lo visto dezenas de vezes.
PS: Os 4 itens serão debatidos posteriormente em posts com o mesmo nome, a saber, Quarteto Fantástico: Howl's Moving Castle/ DCK3/Cloudy Days

Cara, eu não te entendo.

Não. Não vim aqui, neste específico post, falar das pessoas que me acham estranho. Se você quiser saber o que elas acham de mim, pergunte-as. Terá um objeto de estudo mais estranho do que se a pergunta fosse dirigida a mim. Sim, acabei de chamá-las de estranhas também. Lei do Talião. O vocativo do título, não sou eu; o locutor da frase, não é alguém que eu conheço e que me chama de estranho. O vocativo é a amizade, e o locutor sou eu. Realmente não entendo esse lance de amizade. First at all, não acredito nem nela e nem no amor. Desculpem-me, mas não. Acho lindo os livros, filmes ou qualquer trabalho a respeito. Mas por mim, elas nunca saíram de lá. Também não me convenço de que as pessoas possuam amigos. Não as que conheço. Primeiro porque as vejo reclamando de solidão, logo, quando as vejo sorrindo em fotos ou qualquer outra coisa, imagino que elas, em seus conturbados íntimos, se esforcem e tentem convencê-las de que estão felizes. E quando a "farra" acaba, a realidade vem à tona. Ou não, caso estejam bêbadas. Das experiências que tive, todas, sem exceção, tiveram o começo rápido e intenso. Talvez seja meu estilo nada comum que leve tudo pro ralo, talvez não. Sei que do mesmo modo repentino que começaram, foram da mesma maneira embora. Sumindo aos poucos, embora rapidamente, no final do horizonte. Depois que li A Cidade do Sol, de Khalled Housseine, fiquei em choque, deitado na mesma posição em que estava, com o livro fechado ao lado. O frenesi que me atacou na última página persistiu em nocautear-me durante um bom tempo. Talvez eu fosse pequeno demais e não conhecesse nada da vida, e tudo me espantasse. Mas pelo que me lembro, aquela ocasião foi a primeira e a última. Naquela época eu ainda acreditava. Hoje já não mais. Então vejo a vida como um filme mediano, "pra distrair durante uma hora e meia", que não quero mais ver, mas me esforço a ver por peso de consciência de pagar por algo que rejeitei ver.

Foto do fiasco do filme "baseado" em O Caçador de Pipas (The Kite Runner). Uma merda esse filme. Não vejam. Não cheguem próximos. 

É muita coisa na cabeça

Eu ainda me considero uma criança. Fato é que ainda estou mega empolgado com isto daqui. Mesmo ele não dando resultados e provável não dar mais do que já tem dado, resumindo... Acertou. Nada. However... Ainda estou empolgado com isto daqui, e pra sair do círculo vicioso que vejo no horizonte, venho aqui, humildemente, me expressar. Quero dizer que há muita coisa pra eu falar aqui. Minha cabeça está a mil. Muito do que será dito, não será do entendimento de muitos, por minha culpa, e não por vossa.

Six Feet Under

     Não vou falar muito sobre os personagens e história da série, porque isso já deve ter em vários outros lugares, como na tia wikipédia, no IMDb, na loja online da Submarino, etc... Vou falar sobre como eu lido com as emoções que a série produz em mim.
     Acho que Six Feet Under é mais conturbada que Skins. Primeiro porque sempre achei que Skins só quis causar. Além do que, Six Feet Under é uma produção madura, com núcleos que se desenvolvem paulatinamente, de histórias palpáveis, em que você torce pra que tudo dê certo, porque de algum modo, você queria que aquela típicas situações inexplicáveis de tensão que surgem em sua vida também terminassem duma maneira agradável.
     Duma maneira geral, assim como Gilmore, ela não tem um vilão específico, a não ser que você considere a vida como vilã, assim como eu. Detalhe, estou na metade da série, ou seja, metade da terceira temporada. O que me impressiona muito, e talvez até mais que em minha top Gilmore, é a sutileza da série. Quando nos damos por nós mesmos, o circo já está armado, o drama lapidado e você não faz ideia de quando ou como aquilo aconteceu. Penso que na vida acontece o mesmo, são pequenas atitudes, ínfimas, que em seu conjunto acabam por nos lascar. A série é irreverente, fala e mostra o que pensa. Uma frase que gosto muito, duma personagem chamada Claire, minha segunda favorita, é a seguinte: "Não é porque eu não passo fome e não sou uma órfã que não posso reclamar que minha vida é uma merda." Foi quase isso que ela disse uma vez.
     Não sei porque fui pegar uma série tão difícil de comentar logo no segundo post. Mas se eu puder descrever a série em duas palavras (e por que não?), estas seriam "desespero" e "sutileza". Parabéns, Alan Ball.

Good Morning Starshines, The Earth Says Hello.

Pois é, fiz um blog. Acho que eu tava precisando disso depois de acabar com a ínfima paciência que meus adorados companheiros de twitter e facebook fingiam mostrar. Vou comentar episódios de séries, séries em si, músicas, diretores, minha vida of course, meu pai, MEUS LIVROS, é claro... Por este post já está bom, sejam bem vindos. BTW, ouçam a música do Badalamenti. =] Tá no perfil.